qualquer coisa de ti, esqueço. no cimo de uma montanha gigantesca ligo a minha mão à tua. e até onde, por onde estejas, o teu nome deixa de ser teu. no que de mim para mim, veio o teu de ti para mim. confuso estás tu, rodeado de mares poluídos, de línguas mal habituadas, de pés mal cruzados. bendita seja aquela que te fez assim. solta estes vestígios julgados. encobre-te de linhas e agulhas. faz-te um didal, meio colorido, meio negro. agora estás tu de volta. o teu nome não tem letras. julgas-te capaz de defender aquilo que sentes por mim? um pedaço de saudade ou medo.
acorda. não te preocupes. foi só um sonho!
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